Teorias e Fotografias
Aqui não se passa nada, mas podem entrar e ficar à vontade.
10 de Maio de 2008

Estou há um bom bocado entretida a ler os posts dos colegas da blogosfera enquanto oiço Peter Murphy, coisa antiga é certo mas estou deliciada, uma das músicas, Strange kind of Love, fala de amor, de ódio, de raiva, e ocorreu-me que podia escrever sobre o assunto.

Questionei-me depois sobre o que pode levar tantas mulheres neste país a sofrerem maus tratos e a permanecerem caladas. Será amor? E quem as maltrata, fá-lo-é por ódio?

Cada vez se publicita mais o apoio às vitimas de maus tratos, no entanto, todos os dias lemos nos jornais e vemos na televisão que o número de vitimas de maus tratos aumenta de dia para dia.

Para mim, como mulher e como ser humano, acho inconcebível que numa sociedade moderna, como supostamente é a nossa, continue a haver quem domine pela força e quem se deixe dominar.

É frequente na maioria dos prédios do nosso país, alguns de construção mais rasca que outros, ouvirmos as discussões dos vizinhos, impropérios, choros e por vezes até, cadeiras a voar.

Certo é, que também não há casamento sem uma ou outra quezília, mas quando a coisa começa a ter contornos violentos não será melhor parar para pensar?

No jornal "O Público" de quarta-feira passada vinha uma reportagem sobre violência conjugal, como introdução dizia, e passo a citar: "Antes de serem maridos violentos eles são namorados violentos", pelo que li a violência pode começar logo no namoro, mas um dos sinais, as cenas de ciúmes, algumas violentas, são geralmente interpretadas como prova de amor. Que ingenuidade... Que estranha forma de amar!

 

Já agora, um pouco da música que deu origem a este post: "Strange Kind of Love" numa composição realizada para um trabalho escolar por Sarah Marcotte.

 

Em Portugal, e no mundo inteiro continuam a morrer milhares de mulheres vitímas de violência... Há que parar para pensar !

 

publicado por Moira às 23:08 link do post
Não são todos os casos e sei que existe muito a sério a violência doméstica, no entanto já pensaste que algumas dessas mulheres, e se calhar um numero bastante elevado, são mulheres que pertencem a redes de prostituição? E que por isso muitas vezes nem sequer apresentam queixas por medo ainda de mais represálias. Prometo um dia destes no meu blog falar sobre o assunto.
Bjokas
Lupus Ibérico a 12 de Maio de 2008 às 14:10
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