Teorias e Fotografias
Aqui não se passa nada, mas podem entrar e ficar à vontade.
05 de Agosto de 2009

"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer."

Há livros que nos cativam de imediato, numa qualquer página em que abrimos um livro para dar uma vista de olhos, ou mesmo na contracapa, foi o caso de "No teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares, numa edição da Oficina do Livro de Julho de 2009.

Quando sai uma nova edição de um livro de um autor que eu aprecio, nem sempre saio a correr para o comprar, espero, vou-o namorando na livraria como se de um ritual se tratasse, coloco-o na minha "wish list" e só mais tarde o compro, mas neste caso não resisti, não consegui esperar tanto tempo e comecei de imediato a lê-lo.

É um livro cativante do início ao fim, muito pequeno para o que o Miguel Sousa Tavares já nos tinha habituado, seja em "Equador", seja em "Rio das Flores" mas cheio de emoções.

É como ele lhe chama um quase romance.

É uma história de amor puro e singelo, contada a duas vozes, uma história de partilha e cumplicidade numa viagem com muitas aventuras, através do Sahara num saudoso UMM, serão talvez recordações com muita saudade, palavras guardadas e agora escritas num texto por vezes nostálgico e em algumas passagens quase poético.

Se quiserem saber mais comprem o livro, garanto-vos que não se vão arrepender, mas para vos aguçar mais o apetite deixo-vos mais um cheirinho:

"Às vezes lá onde moro, fico à noite a olhar as estrelas, como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso."

publicado por Moira às 23:22 link do post
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