Teorias e Fotografias
Aqui não se passa nada, mas podem entrar e ficar à vontade.
13 de Junho de 2011

As manas Cláudia e Isabel responderam a um desafio da Cenourita, eu nem costumo gostar de desafios em cadeia e verdade seja dita elas também não me desafiaram, mas ele há desafios e desafios e este achei que era giro, por isso trouxe-o comigo, se alguém estiver interessado em participar pode levar e responder, mas digam qualquer coisinha por aqui que eu sou muito curiosa quanto a gostos literários.


1. Existe um livro que leias e releias várias vezes?

Sim, Já li mais que uma vez "A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós.  E vezes sem conta as poesias de Eugénio de Andrade.

2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Aconteceu-me com a obra de Júlio Dinis, ainda na adolescência e nunca mais tentei. Recentemente aconteceu-me com o livro "Comer Orar Amar" de Elizabeth Gilbert

3. Se escolhesses um livro para o resto da tua vida, qual seria ele?
Sem dúvida "A Aventura das Línguas do Ocidente - a sua origem, a sua história, a sua geografia" de Henriette Walter, um livro que consulto vezes sem conta e que é livro de cabeceira há anos.

4. Que livro gostarias de ter lido mas que por algum motivo nunca leste?
"Guerra e Paz" de Leon Tolstoi, mas ainda hei-de ler.


5. Que livro cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer?
Uma cena sobre o naufrágio do Sepúlveda, na História Trágico-marítima, não é a cena final, é um conto inteiro, devo ter lido pelos meus 12 ou 13 anos e nunca mais me esqueci, pelo dramatismo a ele inerente.

6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual o tipo de leitura?
Leio desde que me lembro de mim como pessoa, a leitura sempre foi um hábito enraízado na família e por isso não se perdeu.
Li as histórias dos Irmãos Grimm, as Fábulas de La Fontaine e outros como A Cabana do Pai Tomás, Robison Crusoé e Histórias de Piratas e Corsários entre outros.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Quando acho que um livro é chato, espreito umas páginas mais à frente, se continuar chato não me sinto obrigada a ler, ainda que os outros digam que é uma obra extraordinária.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Não esquecendo a maioria dos livros de culinária que me acompanham sempre, eis alguns dos meus preferidos.
Os autores portugueses:
"A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós
"A Sala das Perguntas" de Fernando Campos
"O Cemitério de Pianos" de José Luís Peixoto
"Navegador Solitário" de João Aguiar
A obra completa de Eugénio de Andrade
Os autores estrangeiros:
"Siddhartha" de  Herman Hesse

"Como Água para Chocolate" de Laura Esquível

"Cem Anos de Solidão" e "Amor nos Tempos de Cólera" de Gabriel Garcia Marquez
"O Carteiro de Pablo Neruda" de António Skármeta
"Vinho Mágico" de Joanne Harris
"A Sombra do Vento" e "Marina" de Carlos Ruiz Zafón

9. Que livro estás a ler neste momento?
"Jesusalém" de Mia Couto

publicado por Moira às 20:03 link do post
05 de Agosto de 2009

"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer."

Há livros que nos cativam de imediato, numa qualquer página em que abrimos um livro para dar uma vista de olhos, ou mesmo na contracapa, foi o caso de "No teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares, numa edição da Oficina do Livro de Julho de 2009.

Quando sai uma nova edição de um livro de um autor que eu aprecio, nem sempre saio a correr para o comprar, espero, vou-o namorando na livraria como se de um ritual se tratasse, coloco-o na minha "wish list" e só mais tarde o compro, mas neste caso não resisti, não consegui esperar tanto tempo e comecei de imediato a lê-lo.

É um livro cativante do início ao fim, muito pequeno para o que o Miguel Sousa Tavares já nos tinha habituado, seja em "Equador", seja em "Rio das Flores" mas cheio de emoções.

É como ele lhe chama um quase romance.

É uma história de amor puro e singelo, contada a duas vozes, uma história de partilha e cumplicidade numa viagem com muitas aventuras, através do Sahara num saudoso UMM, serão talvez recordações com muita saudade, palavras guardadas e agora escritas num texto por vezes nostálgico e em algumas passagens quase poético.

Se quiserem saber mais comprem o livro, garanto-vos que não se vão arrepender, mas para vos aguçar mais o apetite deixo-vos mais um cheirinho:

"Às vezes lá onde moro, fico à noite a olhar as estrelas, como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso."

publicado por Moira às 23:22 link do post
30 de Abril de 2009

Começa hoje mais uma Feira do Livro em Lisboa, e é por isso que hoje vos venho falar de livros, neste caso de um livro específico.

 

Há relativamente pouco tempo, um dos mais consagrados escritores portugueses afirmava que, embora se editasse muito em Portugal, a grande maioria era apenas "enxurrada". Na verdade, e na minha opinião assim é, quer no que diz respeito a traduções, quer quanto a originais lusos.

Mas nem tudo se pode medir pela mesma bitola, embora com pouca frequência, vão aparecendo novos valores e bons livros.

Recentemente, numa edição da "Ésquilo", surgiu um magnífico romance épico que evoca as nossas origens como país independente, refiro-me a "Afonso Henriques, o Homem", da Historiadora e também Romancista, Cristina Torrão.

Tendo por base factos históricos, Cristina Torrão trabalhou com mestria a ficção, dando a conhecer ao leitor menos atento, não só a grandiosa figura do nosso primeiro rei, mas também quase o dia a dia dos portugueses e do Portugal do século XII - lutas, dramas, festas, religiosidade e até paixões.

Como ficcionista, não deixou de se referir a alguns mitos sobre a protecção divina a D. Afonso Henriques, como historiadora tece opiniões que talvez tragam alguma luz sobre datas, locais e acontecimentos envoltos em polémica.

 

À Cristina Torrão tenho que agradecer por ter dedicado aos seus leitores as horas de solidão necessárias para conceber este magnífico livro.

Aos leitores, a convicção e o desejo de que passem excelentes momentos na companhia de tantas personagens que deram o seu melhor para que, quase um milénio depois possamos dizer com orgulho: Eu sou português.

 

Este é o segundo livro de Cristina Torrão, do primeiro já vos falei aqui, pena que não tenham feito mais nenhuma edição, nem conveniente divulgação do mesmo.

 

Nota: A imagem do livro foi retirada do site da Ésquilo

publicado por Moira às 00:05 link do post
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